NACARATO | Dr. Paulo Mello Freire Nacarato



Telefone: 11 3062.2443



Laser Dentário


Laser: a luz para tratamentos odontológicos


A Odontologia vem se modernizando a cada dia. O laser – tão conhecido dos filmes de ficção científica – tem invadido os consultórios dentários de todo o mundo, facilitando o trabalho dos cirurgiões dentistas. E suas utilidades não são poucas. O laser possui efeito antiinflamatório e analgésico, com grande eficiência no combate a microorganismos como bactérias, fungos e vírus. Isso ajuda no tratamento de cáries, canal, herpes simples e zóster, HPV, cirurgias de tecido mole com sangramento mínimo e uma série de outras aplicações.



Laser para tratamento dos dentes: como tudo começou


Em 1960 o físico norte americano Theodore Maiman anunciou o funcionamento do primeiro laser (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation). Os primeiros estudos envolvendo laser e odontologia surgiram com Stern & Sognnaes em meados da década de 1960. Os dois cientistas utilizaram o Laser de Rubi (AI203) para vaporizar o esmalte dos dentes.

No Brasil os estudos tiveram início em 1990 com um grupo de professores da faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, a FOUSP (Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo). Cinco anos depois, a própria FOUSP criou o LELO – Laboratório Experimental de Laser na Odontologia – um dos mais avançados centros no mundo dentro dessa área.

Vários tipos de laser podem ser utilizados na Odontologia. Os mais comuns são os de diodo,argônio, dióxido de carbono (CO2), érbio-YAG (Er:YAG) e neomídio-YAG (Nd:YAG). A sigla YAG designa um cristal sintético formado por óxido de ítrio e de alumínio. Com exceção do laser de argônio, os outros são invisíveis a olho nu.

De acordo com a concentração de energia no feixe de luz os lasers podem ser classificados como de baixa ou alta potência. A maioria das aplicações na área odontológica é feita com lasers de alta potência, em tratamentos curativos ou estéticos.



Pesquisas e avanços na utilização do laser na Odontologia


O laser apresenta atualmente uma infinidade de pesquisas em busca de melhorias de protocolos clínicos e entendimento dos mecanismos de ação. Independentemente dos tipos e focos das pesquisas, uma coisa é certa: existe um consenso de que, se utilizado de maneira correta, os benefícios do laser são inúmeros nos tratamentos tanto cirúrgicos quanto terapêuticos.

Em meados dos anos 1980 e 1990, trabalhava-se com os emissores à base de gases, os chamados lasers de Hélio-Neônio (He-Ne), que apresentavam custos elevados e emissores de potências muito baixas. Atualmente, com o advento dos diodos de diferentes tipos, existem emissores com custos mais baixos e, principalmente, com potências maiores, o que diminuiu o tempo de aplicação nas terapias e melhorou a casuística de resultados clínicos.

Uma outra área que tem sido muito pesquisada é a que trata da ação do laser na prevenção de cáries, na qual a irradiação com lasers de alta potência pode reduzir a profundidade das lesões provocadas por cáries dentárias. De acordo com uma pesquisa realizada na Faculdade de Odontologia da USP e na Universidade de Aachen, na Alemanha, essa técnica causa modificações químicas e estruturais no esmalte dentário e o torna mais resistente às lesões provocadas pela cárie. Outra pesquisa está relacionada à prevenção e ao tratamento da mucosite oral; complicação mais comum que ocorre em cavidade oral durante o tratamento de câncer. Esta alteração pode resultar em desconforto severo, interferindo na qualidade de vida do paciente devido à dor; distúrbios funcionais (como o comprometimento da mastigação, da deglutição e da fonação), distúrbios do sono e dificuldade de higienização. Além disso, essa complicação oral pode aumentar o risco de infecções locais e sistêmicas, uma vez que, dependendo do grau de severidade, há formação de úlceras que se tornam porta de entrada para microorganismos, podendo comprometer o estado de saúde geral do paciente. Os avanços dos estudos na área de fototerapia com laser em mucosite oral, nas duas últimas décadas, mostraram uma nova e promissora terapia que pode ser empregada na prevenção e no tratamento da mucosite oral.

FONTE: Março 2008 Ano Nº 42 -Nº 611 APCD Jornal